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    PM enviou bilhete a mandante cobrando R$ 200 mil pela morte de advogado

    Crime aconteceu em 5 de julho de 2024; envolvidos estão presos e aguardam julgamento

    Denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPE) revelou que o policial militar Jackson Barbosa enviou um bilhete escrito à mão para o empresário Cesar Jorge Sechi, solicitando os R$ 200 mil combinados para a execução do advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, ocorrida em 5 de julho de 2024, em Cuiabá.

    Sua esposa, Julinere Goulart Bentos, são apontados como mentores interlectuais do crime. Cesar teria contratado Jackson para realizar a intermediação do homicídio, com promessa de pagamento de R$ 200 mil.

    Segundo a denúncia, em outubro de 2024, o também militar e agente da Rotam, suspeito de também intermediar o crime, Heron Teixeira Pena Vieira encontrou Jackson na rodoviária. Segundo relato, Heron disse estar “de mãos abanando”, sem ter recebido o dinheiro prometido.

    Jackson então escreveu um bilhete à mão, cobrando os valores e exigindo que o dinheiro fosse pago por Pix. O bilhete foi entregue por Heron em envelope identificado “aos cuidados de César Jorge Sechi” na portaria do condomínio onde o fazendeiro residia.

    “O conteúdo do bilhete constitui prova irrefutável do contato entre os envolvidos após a consumação do delito e corrobora a autoria atribuível ao denunciado Cesar Jorge Sechi, mormente no que concerne à articulação financeira e à contratação do réu Jackson Pereira Barbosa como intermediário no assassinato da vítima Renato Gomes Nery”, diz trecho da denúncia do MP.

    A motivação do crime, conforme o Ministério Público e a Polícia Civil, seria a disputa judicial por uma terra em Novo São Joaquim, em que Nery teve sucesso na ação após anos de litígio.

    “Impelidos por profundo ressentimento decorrente do insucesso judicial na contenda envolvendo considerável extensão territorial no Município de Novo São Joaquim. Após décadas de litígio, a vítima Renato Gomes Nery obteve êxito na ação judicial relacionada à área em litígio com os denunciados, circunstância que gerou manifesto inconformismo por parte de Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi”, diz trecho.

    Ainda segundo o MP, Julinere, tomada por inconformismo diante de decisão judicial que beneficiou Renato Nery, articulou os contatos necessários para viabilizar sua execução. Já Cesar exerceu papel fundamental na viabilização financeira da execução.

    Até o momento, seis pessoas foram detidas e aguardam julgamento pelo homicídio. São eles: o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como executor; os policiais Heron Teixeira Pena Vieira, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, que teriam agido como intermediários; e o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, supostos mandantes do crime, seguem presos.

    Ainda não há data marcada para o julgamento.

    Homicídio

    Renato Gomes Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo, no dia 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na capital. A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.

    Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.

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