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    Extorsões eram feitas pelo WhatsApp; facção teria arrecadado R$ 1,5 mi por mês

    Suspeitos colocavam os empresários em grupo de WhatsApp e explicavam sobre a “taxa” de R$ 1 por galão vendido; vítimas também era obrigadas a comprarem água apenas da facção

    As extorsões sofridas por empresários na venda de galões de água em Cuiabá e Varzea Grande eram feitas por um grupo de WhatsApp, segundo a Polícia Civil. A estimativa é que o Comando Vermelho tenha “arrancado” cerca de R$ 1,5 milhão das vítimas por mês. Nesta quinta, o grupo criminoso foi alvo da Operação Falso Profeta, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

    Como já publicado, o principal alvo da operação foi o pastor Ulisses Batista, conhecido como “velho Ulisses”, que atua no Pedra 90 e está foragido. Segundo a polícia, o grupo no WhatsApp era comandado por ele.

    O delegado Rodrigo Azem detalha que os suspeitos colocavam os empresários em um grupo de WhatsApp e explicavam sobre a “taxa” de R$ 1 por galão vendido. Além disso, também obrigavam as vítimas a comprarem água apenas da facção criminosa e não de outros fornecedores. O empresário que saía do grupo e/ou não aderisse ao “Projeto Água”, era intimidado pela facção, que dizia que faria uma visita.

    Impunham medo, ameaçavam colocar fogo nos estabelecimentos comerciais

    “Eles mencionavam constantemente que tinham que aderir ao projeto, que era um projeto novo do Comando Vermelho e que, caso não houvesse essa adesão, eles iam conversar pessoalmente. Impunham medo, ameaçavam colocar fogo nos estabelecimentos comerciais”, explica Azem.

    Com a cobrança da taxa, a estimativa da Polícia Civil é de que o grupo arrecadava cerca de R$ 1,5 milhão por mês. “Nas investigações, apurou-se uma estimativa na região onde eles estavam praticando as extorsões. Em torno de 1,5 milhão de galões vendidos ao mês, isso se você tiver, efetivamente, o pagamento da taxa de um real por galão, é um recurso bem alto, de 1,5 milhão por mês para o Comando Vermelho”, disse o delegado.

    Por conta do volume alto de vendas, a Polícia Civil pediu o bloqueio das contas bancárias dos alvos da operação. Também foi apurado que parte do dinheiro era enviado para o Rio de Janeiro sendo que duas empresas, sendo uma distribuidora e outra farmácia eram usadas como fachada.

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