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    Júlio alerta para ‘decadência’ do União Brasil caso partido não tenha candidato próprio ao governo

    O deputado estadual Júlio Campos afirmou que o União Brasil corre o risco de entrar em
    decadência em Mato Grosso caso não lance uma candidatura própria ao governo nas
    eleições de 2026. A declaração ocorre em meio às disputas internas sobre o rumo que o partido deve tomar, diante da defesa de alas que pregam apoio ao projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

    Segundo Júlio, ainda não há data definida para uma reunião que trate formalmente do
    cenário eleitoral, apesar de sinalizações do governador Mauro Mendes de que o tema
    deve ser discutido ainda neste mês.

    “Não, seria bom que tivesse. Eu só posso falar pela União Brasil, né? Agora é a União
    Progressista, parece que já foi oficializada a federação mas, mesmo assim, nós estamos,
    assim, querendo uma reunião local e depois também queremos, vamos um grupo de
    políticos, deputados, prefeitos, vereadores, bancada federal, vamos ao diretório nacional
    da União Brasil ou da União Progressista, como queira ser o nome”, declarou.
    De acordo com Júlio, a consulta ao comando nacional terá um questionamento central sobre a estratégia eleitoral do partido em Mato Grosso.
    “Fazer uma consulta só, interessa para o partido nosso ter um candidato próprio a
    governador ou já vai entregar de bandeja para um outro partido do governo Mato
    Grosso?”, afirmou. O deputado foi enfático ao alertar para as consequências de uma eventual decisão contrária à candidatura própria.

    “Se o diretório nacional dizer, não, realmente, nós não queremos candidato, então, você
    vai ver as consequências. A nossa bancada federal vai ser reduzida, a nossa bancada
    estadual vai ser reduzida e o partido vai entrar e decadência”, afirmou.
    Júlio acrescentou que o risco de esvaziamento aumenta com a proximidade da janela
    partidária.

    “Porque a março vem a janela partidária e vai sair muita gente com outros passando
    novos rumos, porque ficar num partido que não quer disputar a eleição não adianta”,
    completou. Internamente, o deputado defende que o União tenha um nome próprio para a disputa majoritária e já manifestou apoio à candidatura do senador Jayme Campos (União), seu irmão. No entanto, um grupo ligado ao presidente estadual do partido, o governador
    Mauro Mendes, defende que a legenda apoie o projeto político do vice-governador
    Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás.

     

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