O suspeito ainda escreveu uma carta dizendo que não aguentaria ver a ex com outra pessoa

Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, confessou à Polícia Civil que matou o filho de 2 anos. Ele foi preso na sexta-feira (2), em Sorriso (397 km de Cuiabá), suspeito de cometer o crime. Segundo a investigação, com o bebê no colo, ele teria asfixiado a criança com um cobertor e, em seguida, tentou suicídio, mas foi salvo por vizinhos. Ele passou por audiência de custódia neste domingo (4) e teve a prisão convertida em preventiva. Homem será levado para a Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira , o Ferrugem, em Sinop.
“Ele colocou a criança no ombro, com o rostinho voltado pra coberta e foi pressionando com o braço”, disse a delegada Layssa Crisostomo Delta, que é responsável pelo caso. Em depoimento, o suspeito confessou que o crime teria sido motivado por ódio após ver uma foto de sua ex-companheira e mãe do bebê ao lado de um amigo, com quem a mulher iniciou um relacionamento.
Após matar o filho, o homem tentou suicídio por meio de enforcamento, mas foi socorrido por vizinhos que desconfiaram de barulhos no telhado. Moradores chamaram por ele e sem nenhuma resposta invadiram a quitinete. O homem foi encontrado com uma corda no pescoço e o bebê na cama com uma carta de despedida ao lado.
A criança foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu mesmo após 30 minutos de tentativas de reanimação. Além da carta escrita à mão, outra carta foi enviada pelo celular à sua ex, mas não foi divulgada para a imprensa.
Carta
Em um dos trechos da carta divulgada ele diz: “Não vou tá aqui pra ver você [com] outra pessoa meu coração não aguenta”. O homem ainda afirma ter se arrependido de ter machucado a ex e lamenta o fim do relacionamento entre ambos.
Porque eu te machuquei muito, mas nunca foi a minha intenção nada disso que tá acontecendo é culpa sua, a culpa é toda minha, vou te explicar o porque eu fiz isso comigo e com o nosso maior presente de Deus”. Ao final ele ainda diz que ama a ex e pede que se cuide.
O caso segue em investigação.


